30 setembro 2017

Visões da Bienal Rio 2017

Por Fabíola Andrade


Frequento a Bienal do livro desde os anos oitenta, lá nos idos do século XX.
Para mim, Bienal sempre foi sinônimo de Festa Literária Democrática e continua sendo, a pesar dos altos preços praticados pela organização. Mas essa é apenas uma reclamação minha, enquanto público. Mais uma a reclamar.
Já curti Bienal como uma mera leitora despretensiosa, como professora estagiária, caloura, pedagoga maturada, leitora veterana e este ano, escritora iniciante. Desta forma, não deixo de enxergar a festa literária com todos esses olhares, que trago de uma vida.
A Bienal estava muito cara, muito barulhenta, muito cheia, muito, muito... Muitos livros “baratos”; com aqueles precinhos bacanérrimos, que nós leitores peritos amamos.  
Como todos os anos, estandes se desdobraram na decoração, para atrair um público específico. Não sei se financeiramente foram bem sucedidos, mas as filas para as fotos eram imensas, como sempre.
Na minha parca visão literária, observei o alvoroço e a atenção mais direcionada das editoras, para os blogueiros literários, os formadores de opinião. Confesso que me surpreendeu positivamente. Eram tantos encontros de editores com blogueiros, que perdi as contas.
O mundo geek/nerd foi mais privilegiado; finalmente deram destaque aos adolescentes/jovens que são os que realmente lotam a Bienal, em todas as suas edições. Não desmerecendo o público infantil, para o qual qualquer festa é um evento tremendamente feliz. O público adulto não precisa de nada além dos seus livros favoritos, bons preços e os autógrafos, que tanto presamos.
Bienal é momento para abraços felizes, desabafos lamentosos, beijos carinhosos, sorrisos felizes, carinhos sinceros, acenos apressados, gritos abafados, amizades consolidadas ou arruinadas. Em meio a todo aquele turbilhão, realmente consegue-se separar o joio do trigo; mesmo que o trigo esteja deslumbrado e o joio abafado. Máscaras caem, sorrisos desmoronam, abraços murcham, acenos desabam. Parcerias formadas, mãos apertadas, profissionalismo aprovado, seriedades consolidadas, abraços genuínos, sorrisos sinceros, acenos verdadeiros, palavras autênticas, opiniões confiáveis e principalmente; o joio é separado do trigo.
Os estandes de três, cinco e dez reais fizeram a alegria de todos. Acho que foi impossível sair de lá, sem pelo menos um livro dessas bancas. Eu trouxe muitos, além das promoções nas editoras menores, que finalmente perceberam o que atrai o público para suas obras; o preço. Tenha preço e terás público; quanto mais público, mais vendas. Não precisa ser nenhum economista para saber disso. E eu estou longe de ser economista.
Agora que acabaram-se os dias felizes, nos sobra o cansaço reconfortante, pés inchados (os meus ainda estão), dívida no cartão e a certeza de que ano que vem tem mais. Sampa aí vamos nós... Não esqueçam de recomeçar a encher o cofrinho. 


24 setembro 2017

Profano - S Miller

                                                                         







“Não me tornei um cético. Transformei-me no pior que o ser humano pode ser: um descrente de si próprio.”

Uma vida dedicada ao sacerdócio. Um encontro que mexerá com estruturas e pensamentos, até então, inflexíveis. Uma paixão que colocará a vocação em xeque.

Após dez anos à serviço da Igreja, Padre Alessandro começa a se questionar sobre seu ingresso e permanência na vida religiosa. Tomado pela culpa, devido a questões éticas, e a um encontro libertino e furtivo, decide se isolar em uma viagem pelo mar para colocar as emoções em ordem e descobrir o que realmente deseja. O que ele não contava era que o destino lhe pregaria uma grande peça no teatro da vida: Eva, a volúpia em forma de mulher, cruzará seu caminho de maneira devastadora, despertando desejos ocultos e desconhecidos, trazendo à tona o homem em seu estado mais primitivo.

Será a tentação tão grande? O amor é capaz de transformar o pecado em sagrado?

Tudo é possível, ainda que seja PROFANO.

18 setembro 2017

A babá gótica - Adriana Igrejas





Autor(a): Adriana Igrejas 
Editora: Evolução
Páginas: 350 páginas



















Olá matilha Alfa hoje eu venho falar sobre um livro de uma autora muito especial em minha vida, começo falando a maneira peculiar que eu adquiri meu exemplar do livro A Babá Gótica, estava eu no evento alheio na livraria cultura do centro do Rio quando minha best Adrielli não parava de olhar um banner a nossa esquerda, eis que as fofoqueiras decidiram ir ver do que se tratava e nos deparamos com o olhar para baixo e perdido de Lucinda estampando um livro negro o mais lindo que já tínhamos visto na vida.