04 março 2017

Os Bridgertons - Julia Quinn

Olá matilha, espero que estejam todos muito bem.



O ano mal começou e fevereiro já se despediu, mas eu ainda estou meio que na ressaca literária dos Bridgertons.Na carona da nossa ansiedade de conhecer a autora amanhã resolvi contar que encarei a maratona dos nove livros, nas duas últimas semanas de 2016; quando o meu computador começou a dar inúmeros problemas, até parar totalmente. Junta-se a isso o fato de não receber o pagamento; pronto o desespero começou a mostrar suas garras e para desestressar só mesmo Julia Quinn.




Para os desavisados, preciso antes explicar quem são os Bridgertons e nada melhor do que consultar a fonte, Ed. Arqueiro e fazer um honesto copiar/colar, que segue entre aspas:


“A família Bridgerton é composta de oito irmãos. Para não haver dúvida ou confusão, a primeira letra dos nomes dos irmãos segue a ordem alfabética: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. Os Bridgertons são uma família muito unida, divertida, barulhenta e bagunceira, que se ama e se protege mutuamente, sob o olhar sempre vigilante e amoroso da mãe, Violet, a viscondessa-viúva. Muito queridos e respeitados pela sociedade britânica, a família tem como chefe o irmão mais velho, Anthony, que detém o título de Visconde Bridgerton desde a morte prematura do pai, por uma picada de abelha.”

Originalmente o livro 1 da série, saiu pela Nova Cultural como um florzinha, aqui em terras tupiniquins. Já o livro 9 foi publicado (provavelmente escrito também) muitos anos depois, em 2016. Diz-se que foram inúmeros pedidos de fãs, que resultou nos ‘segundos epílogos’ e uma breve narrativa do romance dos pais Bridgertons.






Os romances não acompanham a sequência dos nascimentos, o que empobreceria muito a família em si, haja vista que é riquíssima e de personagens múltiplos.

Julia Quinn é uma Diva da literatura moderna internacional. Vendeu mais de 10 milhões de exemplares e foi publicada em 29 idiomas. Seu segundo maior público é o Brasil (país de analfabetos funcionais), perdendo apenas para os Estados Unidos, seu país natal.




Detentora de uma narrativa fluida, ela entrelaça os dramas com muita comédia e sensualidade. Até mesmo a morte do Visconde pai, que poderia tornar-se algo muito triste, está presente em todos os livros, mas sempre com uma mensagem positiva.

Violet é aquela mãezona, sempre atenta, aos filhos e tudo o que cerca a família. Em alguns momentos ela é impositiva, em outros afasta-se, dando espaço para que seus filhos cresçam, floresçam, errem, acertem, mas que principalmente, aprendam com os próprios erros; mesmo que para os filhos, ela pareça sempre sufoca-los, muito mais do que orientá-los.

Julia consegue caracterizar cada filho do se jeitinho muito próprio, com suas particularidades e similitudes, sempre demonstrando o profundo amor filial, que vai permeando toda a família. E os que vão se agregando, seguem o mesmo molde, tendo seus segredos, defeitos e virtudes totalmente devassados, para nosso deleite.


 

 Sou apaixonada por romance regência, e conheço a escrita da Diva há muitos anos, até porque foi publicada em romances de banca, minha segunda paixão literária, só perdendo mesmo para José de Alencar.

Confesso que meu livro preferido é o 3, que a própria escritora descreve como um passeio pela história da Cinderela e que meu personagem preferido é, sem sombra de dúvidas Lady Whistledown. Foi uma sacada e tanto. Mas também é impossível deixar de fora a caçula e principalmente a Viscondessa Viúva, que é o alicerce da família.

Para quem nunca leu histórico, recomendo começar por Julia Quinn que será satisfação garantida.

Beijinhos e até a próxima.

Fabíola Andrade








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