19 agosto 2016

Café com a Matilha - Arma da Vingança


Olá Matilha Alfa
O bate-papo hoje é sobre ARMA DE VINGANÇA do Danilo Barbosa.

Esse livro, para mim, foi uma verdadeira aventura.
A época do lançamento, aqui na “Cidade Maravilhosa”, eu me encontrava em um perrengue financeiro, que me impossibilitou de comprá-lo... Fiquei com uma água na boca... Foi tão triste... Mas a pesar disso, o querido Dan presenteou-me com o maravilhoso marcador. Ele não é interesseiro, pelo contrário; tem um coração muito maior que ele. Ganhou um milhão de pontos comigo, nesse dia.
No final do mês passado, minha amiga Alfa Gabi (minha avó já dizia que quem tem amigo, não morre pagão, e eu não morro mesmo, kkk) ganhou o Arma num sorteio. Eu mais do que depressa, corri no imbox e pedi, se ela não poderia me dar, já que eu sabia que ela tem o livro (não custava tentar, kkk). Na mesma hora ela topou (é claro que eu ofereci dar-lhe outro, lógico, kkk). Mandamos mensagem pro Dan: ela escrevia; eu escrevia; Dan respondia... Manda endereço... Troca mensagem... Manda mensagem... Até que finalmente o carteiro me entregou. Lindamente autografado.

Eu na minha loucura de dias curtos, nunca achava o momento certo de encarar a Vingança. Até que quinta-feira passada tive uma maratona na rua. Arma foi pra dentro da bolsa, devidamente acomodado juntamente com o marcador (o brilhoso ficou em casa esperando pelo livro, evidentemente. Vai que eu perco? Eu surtava, kkk).
As 9h embarquei no ônibus, chegando as 10h (interrompe-se a leitura) ao meu primeiro destino. Até aí tudo bem. A história de nossa heroína estava apenas se desenhando; mostrando-me sua personalidade doce, mas decidida. As 11h embarco em outro ônibus e retomo a leitura, interrompendo-a novamente as 12h. Aí as coisas começaram a se complicar; já descobri a primeira maldade que Ana sofreu. Droga, tive que descer do ônibus...
As 13h30 retorno a história da Ana. Curiosidade me remoendo... No meio do caminho eu paro e xingo o Danilo muito. Mas muito mesmo. Fiquei por conta. Como ele podia ser tão malvado? Coitadinha da Ana. Revoltei-me! Fechei o livro.
Vou parar de ler. Não é mesmo o tipo de livro que gosto... Vou pegar um florzinha, que acabei de comprar no sebo da Carioca (estava fraquinho nesse dia; só trouxe 5 florzinhas, por R$2,00 cada).
Mas e a Ana? Como é que vai acabar essa situação? E a vingança? Raio de pessoa mais curiosa, que não consegue abandonar um livro, no qual a pobre da personagem sofre o pão que o diabo amassou com os pés? A culpa é do Danilo! Como é que ele consegue me deixar com o coração descompassado e a adrenalina a mil? Xingo Danilo mais algumas vezes e reabro o livro, sob protestos veementes. E você acha que acabou aí? Que nada; a pobre ainda sofreria mais até o derradeiro ponto de ruptura. Até o ponto exato em que ela deixaria a ingenuidade e o romantismo, enterrados de uma vez por todas, dentro de uma cova bem funda.
Nesse ponto a minha ansiedade já estava nas alturas. Já tinha até esquecido que estava a duas horas, sentada numa cadeira extremamente desconfortável, rodeada de gente reclamando, ao mesmo tempo, de um atendimento que não saia do lugar. Ana então traça seu plano de vingança. Mas você pensa que Danilo conta logo isso? Que nada. O malvadão vai nos brindando com o planejamento, em doses homeopáticas. Não dá pra adivinhar, por que se tem uma coisa que Arma de Vingança com certeza não tem, é a previsibilidade. Nada nesse livro é previsível. Mesmo depois que ela concretiza sua vingança, com todos os requintes de crueldade, aos quais ela foi submetida; Danilo nos brinda com um epílogo surpreendente. Isso às16h, e eu ainda aguardava o atendimento.
Dan você se tornou meu Divo literário. Sim por que se tem algo que admiro muito num escritor, é o respeito que ele tem por seus personagens. Danilo Barbosa teve um enorme respeito pela Ana, principalmente. Desenhou uma personagem forte e batalhadora, mas sem deixar a meiguice e o romantismo de lado, permanecendo fiel aos seus amigos. No momento em que Ana se transformou na Arma de Vingança para concretizar seus objetivos, ela teve a frieza necessária, porém sem abandonar completamente o medo, que o tornava humana, mas sabendo ocultá-lo precisamente, como aprendeu com a vida.
Quando falo do epílogo surpreendente, refiro-me que o escritor poderia optar pelo previsível, mas aí desrespeitaria a mulher que Ana se tornou, depois de tudo pelo que passou. Pelo contrário, o final é pertinente e condizente a quem ela se transformou: “Que entregou de bandeja, ao Diabo, dois seres cheios de escuridão, para que possa brincar”.
Ficou curioso/curiosa? Pois fique sim, por que você vai se surpreender com esse triler enérgico e respeitosamente bem descrito de Danilo Barbosa.

Beijinhos e até!





2 comentários:

  1. Ola tudo bem? Eu sou uma fã das tuas histórias, eu seguia o teu outro blog de fics jemi,mas deixou de estar disponível para ler,só para leitores convidados será que 3 possível você me dar essa permissão, eu adoro e adorava reler todas as tuas fanfics sobre jemi... Por favor

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  2. Ola tudo bem? Eu sou uma fã das tuas histórias, eu seguia o teu outro blog de fics jemi,mas deixou de estar disponível para ler,só para leitores convidados será que 3 possível você me dar essa permissão, eu adoro e adorava reler todas as tuas fanfics sobre jemi... Por favor

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